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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

"ELIZABETH SANCHEZ"

Cantora e compositora carioca, Elizabeth Sanchez, ficou conhecida apenas por Elizabeth. Elizabeth teve sua carreira musical lançada pela gravadora Continental em 1966 como cantora de samba, mas o que fez o povo se apaixonar por Elizabeth foram suas músicas com letras e melodias apaixonadas. No começo da carreira ela precisou usar de recursos comum na profissão, como imitar a cantora Maysa, naquele momento a maior cantora do Brasil. As revistas estampavam Elizabeth semanalmente, transmitindo aos fãs da cantora suas andanças com a carreira. Elizabeth fez muito sucesso no México, Portugal, Angola e em outros países, mas é muito querida e amada pelos seus fãs brasileiros. A cantora e compositora Elizabeth,integrante da Jovem Guarda, nasceu no Rio de Janeiro/RJ

domingo, 7 de outubro de 2012

"KÁTIA CILENE"

Katia Cilene começou sua carreira aos 09 anos na Rádio Clube de Pernambuco, estado em que nasceu, e transformou-se rapidamente na "Revelação Infantil do Ano", atuando como rádio-atriz ,tele-atriz, cantora e garota propaganda. Imediatamente tornou-se alvo de interesse de uma das maiores gravadoras do nordeste, assinando contrato com a Mocambo, onde gravou seu maior sucesso em homenagem aos canarinhos, "Rei Pelé" que inclusive foi tocada até na Radio BBC de Londres. Consagrada no nordeste inteiro, ganhou vários anos consecutivos o troféu de "Melhor do Ano" como Cantora e Atriz. Suas melhores atuações como atriz foram nas peças "'O RETRATO DE DORIAN GRAY"' (com participação de José Augusto Branco no papel principal), "A DAMA DA MADRUGADA" e "TOULON CONDENA UM HERÓI". Convidada pela CBS, chegou ao Rio de Janeiro em pleno auge da "Jovem Guarda", onde começou a gravar seus maiores sucessos: BILHETINHO APAIXONADO, MEU BEM SÓ GOSTA DE MIM, BRASA VIVA, MANCHINHA NO LENÇO, ESTOU FELIZ entre outros. Em seguida, foi contratada pela TV Globo, onde apresentou ao lado de seu irmão Luiz Carlos Clay um dos maiores programas de hits da época, "Globo Music Hall", sob a direção de Maurício Shermann. Viajou por todo o Brasil, fazendo shows em circos, cinemas, clubes, ginásios e casas noturnas. Além disso, participou de programas de sucesso da época, como Hebe Camargo, Chacrinha, Jovem Guarda, Rio Hit Parade, Festa do Bolinha e Programa Sílvio Santos. Estes programas lhe renderam inúmeros troféus. Também não se pode esquecer de sua participação no filme "A GRANDE PARADA", o qual teve participações de Jerry Adriani e Wanderlei Cardoso, entre outros.

domingo, 2 de setembro de 2012

"LUIZINHO E SEUS DINAMITES"


Grupo carioca liderado por Luizinho, que, nos anos cinqüenta, já havia formado o Blue Jeans Rockers, grupo de rock and roll clássico, que animou as festas do Colégio Militar da então capital da República. O grupo era formado por Luizinho (guitarra e vocalista), Jair (guitarra base), José Antônio (baixo) e Carlinhos (bateria) e Euclides - que também tocou com The Pop’s - um dos melhores e mais importantes guitarristas da história do rock brasileiro. Espécie de transição entre o rock instrumental, a era Beatles e a Jovem Guarda, eles deixaram um grande disco - Choque que Queima (reeditado em vinil pela Bruno Discos) - contendo clássicos como a faixa título, Dinamite e Carango Twist. Luizinho morreu em meados dos anos noventa, deixando a lenda de ter sido um dos precurssores do rock nacional,
sem o devido reconhecimento.


domingo, 19 de agosto de 2012

"RITA PAVONE"


Rita Pavone (Turim, 23 de agosto de 1945) é uma cantora e atriz italiana.
Começou sua carreira como cantora em 1962 e, pouco tempo depois, torna-se um sucesso mundial, fazendo também exitosas turnês em países da América Latina. Lança vários singles em seguida, como La partita di pallone, Alla mia età, Come te non c’è nessuno, Datemi un martello, Che m’importa del mondo, Cuore, Viva la pappa, Il geghegè e Fortissimo, atingindo o topo das paradas.
Em 1969 sua carreira desacelera, participa do Festival de San Remo com Zucchero e,
no ano seguinte, com Ahi ahi ragazzo! e em 1972 com Amici mai.
Neste segundo período da sua carreira toma um caminho mais difícil e, conseqüentemente, menos premiada pelo resultado das vendas, das canções de autor, estabelecendo-se também como compositora.
Depois de uma vida de concertos em várias partes do mundo, Rita anuncia no primeiro dia de 2006 que deixa definitivamente os palcos, cantando pela última vez em público.
Nas eleições legislativas italianas de 2006, Rita candidatou-se a uma vaga no senado italiano, disputando pela circunscrição dos italianos no exterior, não sendo eleita.




domingo, 1 de julho de 2012

"ROSA MIYAKE"


Rosa Miyake, nome artístico de Rosa Miyake Okuhara (Lins, 15 de março de 1945)
é uma apresentadora de televisão, cantora e atriz nipo-brasileira.
Começou a carreira como cantora de música japonesa, obtendo muito sucesso em
São Paulo, tanto por seu talento como por sua beleza exótica. Durante a década de 1960, no auge da Jovem Guarda, seu repertório procurou atingir o público jovem em geral, saindo do nicho do público nipo-brasileiro. Entretanto, o seu maior sucesso nacional foi o jingle Urashima Taro, utilizado na propaganda que a empresa de aviação Varig fez para divulgar os primeiros voos diretos entre o Rio de Janeiro e Tóquio.
A sua voz ficou conhecida em todo o Brasil, apesar de apenas uma pequena parte do país a conhecer como cantora.
Foi atriz protagonista da novela "Yoshico, um Poema de Amor" que estreou na
TV Tupi em janeiro de 1967.Rosa Fez A Personagem Yoshico.

Imagens do Japão 40 Anos Depois

Durante mais de 30 anos,foi apresentadora do programa de variedades Com Auditório Imagens do Japão que, nas tardes de domingo, apresentava seriados e programas produzidos no Japão em idioma japonês, além de produção nacional em Português, em geral reportagens e entrevistas com personalidades da comunidade nipo-brasileira.
O programa foi criado no Dia 30 de outubro de 1970 na rede Tupi passando depois para a Rede Bandeirantes de Televisão e para outras emissoras. Em uma época sem TV a cabo, o programa imediatamente conquistou uma audiência absolutamente fiel e com bom poder aquisitivo, composta de nipo-brasileiros que buscavam contato com a cultura popular do país onde nasceram ou de onde tinham vindo seus pais e avós.
Apesar de ser dirigido para um segmento de mercado muito pequeno e distinto, o programa também era assistido e admirado fora da comunidade nipo-brasileira,
tanto que muitas pessoas tiveram seu primeiro contato com a cultura japonesa
através deste programa.
Atualmente está afastada da vida artística.

domingo, 22 de abril de 2012

"EVINHA"



Eva Correia José Maria, mais conhecida como Evinha (Rio de Janeiro, 17 de setembro de 1951) é uma cantora brasileira. Irmã de Ronaldo, Roberto e Renato, integrantes do grupo Golden Boys, e de Mario, Regina e Marizinha, integrantes do Trio Esperança. De 1961 até 1967 era integrante do Trio Esperança. Em 1968, deixou o grupo e gravou Cantiga por Luciana, que seria campeã do 4º Festival Internacional da Canção. Iniciou sua carreira artística em 1961, como integrante do Trio Esperança, ao lado dos irmãos Mário e Regina. Gravou, com o grupo, os LPs "Nós somos o sucesso" (1963), "Três vezes sucesso!" (1964), "A festa do Bolinha" (1966), "A festa do Trio Esperança" (1967) e "O fabuloso Trio Esperança" (1968). Em 1968, desligou-se do grupo para começar sua carreira solo. Em 1969, participou do IV Festival Internacional da Canção, classificando "Cantiga por Luciana" (Edmundo Souto e Paulinho Tapajós) em 1º lugar nas fases nacional e internacional do evento. Nesse mesmo ano, gravou seu primeiro disco solo, "Eva 2001". Na década de 1970, lançou os LPs "Eva" (1970), "Evinha" (1973) e "Eva" (1974). Destacou-se com as gravações de "Teletema" (Antônio Adolfo e Tibério Gaspar), "Que bandeira" (Marcos e Paulo Sérgio Valle), "Como vai você" (Antônio Marcos) e "As canções que você fez pra mim" (Roberto e Erasmo Carlos), entre outros sucessos. Atuou em gravações de diversos artistas. Em 1977, participou de um disco de Paul Mauriat, cantando músicas brasileiras. Em seguida, seguiu em turnê pelo Japão e pela China, como crooner da orquestra do maestro. Casou-se com Gerard Gambus, pianista da orquestra, fixando residência em Paris (França). Na década de 1990, voltou a se apresentar no exterior com as irmãs Marisa e Regina, em nova formação do Trio Esperança, com o qual gravou os discos "A capela do Brasil", "Segundo" e "Nosso mundo". Em 1999, lançou o CD "Reencontro", regravando antigos sucessos como "Cantiga por Luciana" (Edmundo Souto e Paulinho Tapajós), "Teletema" (Antônio Adolfo e Tibério Gaspar) e "Casaco marrom" (Danilo Caymmi, Gutemberg Guarabyra e Renato Corrêa), entre outros. Ainda nesse ano, esteve no Brasil, apresentando-se no Teatro Rival (RJ), depois de 20 anos de ausência dos palcos brasileiros. Em 2005, apresentou-se no Bar do Tom (RJ), ao lado dos Golden Boys, com o show "A festa da Jovem Guarda continua".

 Discografia

Carreira Solo Eva 2001 (1969) Odeon LP
Eva (1970) Odeon LP
Cartão postal (1971) Odeon LP
Evinha (1973) Odeon LP
Eva (1974) Odeon LP
Reencontro (1999) PolyGram CD

Como integrante do Trio Esperança:

Nós somos o sucesso (1963) LP
Três vezes sucesso (1964)
LP A festa do Bolinha (1966) Odeon
LP A festa do Trio Esperança (1967) Odeon LP
O fabuloso Trio Esperança (1968) Odeon LP
A capela do Brasil (1992) PolyGram CD
Segundo (1995) PolyGram CD
Nosso mundo (1999) Universal (USA) CD

 

domingo, 18 de março de 2012

"LAFAYETTE"


Lafayette Coelho Vargas Limp (Rio de Janeiro, 11 de Março de 1943),
ou simplesmente Lafayette, é um pianista e organista brasileiro de formação clássica, mais conhecido por seu envolvimento com o movimento Jovem Guarda.
Foi convidado por Erasmo Carlos em 1964 para tocar piano em uma de suas gravações.
No estúdio, deparou-se com um órgão Hammond e começou a experimentar o instrumento. Erasmo gostou do resultado, e no final acabou utilizando o órgão no lugar do piano. Posteriormente foi convidado também por Roberto Carlos,
gravando com ele de 1965 a meados de 1970.
Ainda em 1965, o músico deu início à série Lafayette apresenta os sucessos,
que rendeu mais de trinta LPs, todos com versões instrumentais de hits contemporâneos. Deixou de gravar nos anos 80, mas nunca parou de se apresentar,
tocando em bailes e shopping centers.
Em 2004 passou a integrar o conjunto Os Tremendões,
e em 2009 formou a Lafayette Big Band, dedicada à música latina pop.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

" THE JET BLACK'S"


Grupo paulistano, um dos pioneiros do rock instrumental no Brasil, na linha dos ingleses The Shadows, tirou seu nome de Jet black, sucesso desse grupo, e dos norte-americanos The Ventures, embora também tivesse êxito com gravações vocais. Foi um dos mais importantes e famosos conjuntos de música instrumental no Brasil dos anos 60. Formado em 1961 com o nome The Vampires, seus integrantes eram Gato (guitarra-solo e órgão), Jurandi (bateria), Orestes (guitarra-base), Ernestico (saxofone), e
José Paulo (contrabaixo).
Contratados pela Chantecler, gravaram em 1962 o primeiro disco, um 78 rpm com duas regravações dos Shadows, Apache e KonTikí. O disco fez sucesso e seguiram-se os LPs Hully gully (1962) e Twist - The Jet Black's Again (1963).
Fizeram o acompanhamento instrumental em Rua Augusta de Ronnie Cord (1964),
nos LPs de Deny e Dino e de Roberto Carlos (ambos 1966) e em diversas gravações de Sérgio Reis, Celly Campello e outros. Em 1965 fizeram suas primeiras gravações vocais, no LP The Jet Black's (1965), incluindo Susie-4, regravação do norte-americano Dale Hawkins, lançada também em compacto, junto com Theme for Young Lovers, outro original dos Shadows e que se tornaria o maior sucesso do grupo
(curiosamente, a gravação dos Shadows é em ritmo de baião, e a
do grupo brasileiro em rock-balada).
Começaram tocando em festinhas e alguns programas de rádio.
Em 1962 um conhecido guitarrista, Gato, entrou na banda como guitarrista solo.
Com formação de 3 anos em violão clássico, sua musicalidade mudou o som e a história dos Vampires para sempre. Gato fez algumas mudanças na banda, convidou novos músicos (profissionais) e com um repertório bem montado gravaram seu primeiro álbum totalmente instrumental, intitulado Twist em 1963. Esse disco é considerado o melhor disco de rock instrumental brasileiro e é disputado a tapas pelos colecionadores, sendo vendido por até US$100,00 quando em boas condições de conservação.
The Jet Black's tocavam em vários programas de rádio e televisão, inclusive o mais famoso da época, Jovem Guarda de 1965 a 1967. Esse programa era transmitido ao vivo para a maioria dos estados brasileiros com enorme audiência e o grupo acompanhava a maioria dos cantores que se apresentavam. Com a utilização de orquestras em algumas de suas gravações, foram precursores ao mostrar que o lirismo de violinos e outros instrumentos tradicionais poderiam se encaixar perfeitamente ao
som das guitarras elétricas.





sábado, 24 de dezembro de 2011

"ALBERT PAVÃO"


Albert Pavão nasceu em São Paulo/SP. Um dos pioneiros do rock brasileiro, o paulista Albert,irmão de Meire Pavão e filho do maestro Teotônio Pavão.
Gravou seu primeiro 78rpm "Tu e Eu" (You and I)/'Move It', em 1962, com acompanhamento do grupo instrumental The Hits. O compacto assinalou a participação de grupos musicais jovens no acompanhamento, até então feito por orquestras
e músicos de estúdio.
É dele a clássica versão de 'Vigésimo Andar (Twenty Flyght Rock, de Eddie Cochran), arranjada pelo maestro Rogério Duprat. Lançada em 1963, com 'Sobre Um Rio Tão Calmo' (Lazy River), no lado b do 78rpm, a música fez grande sucesso nas rádios paulistanas.
Além de gravar, Albert Pavão apresentou-se por todo o Brasil, promovendo o rock and roll e afirmando-se como um dos roqueiros mais radicais de sua geração.
Albert Pavão lançou no final dos anos oitenta o livro 'Rock Brasileiro, 1955-65', resgatando a história da época, com informações e discografias.
Em 1998, sua obra foi reunida no cd 'Antologia do Rock e da Jovem Guarda', organizado por ele, e lançado pelo selo paulista Bruno Discos.
Albert Pavão mora no Rio de Janeiro e faz palestras pelo Brasil a respeito de músicas, inclusive infantil.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

"DORI EDSON"


Dori Edson iniciou a carreira por volta de 1959 com o nome de DORI ANGIOLELLA, assinando contrato com o selo Young, especializado em música jovem e versões.
Em 1960 lançou sua primeira gravação, “Danny Boy”, lado A de um disco 78 rpm, que trazia no lado B o cantor Marcos Roberto. Este disco também foi lançado em compacto simples de 45 rotações, que estava em teste no Brasil naquele momento.
Participou diversas vezes do programa Jovem Guarda, comandado por Roberto Carlos,
na TV Record.
Em 1966, transferiu-se para a gravadora Continental e lançou um compacto simples com as músicas “Veja se me Esquece” e “É Uma Brasa”.
Entre 1967 e 1968, o conjunto Os Caçulas lançou no disco, que levava o nome do grupo, duas músicas da autoria de Dori Edson e Marcos Roberto: “Tente perdoar” e
“Tudo isso só eu sei”.
Em 1967, já na RGE, lançou seu primeiro LP. Nesse mesmo ano, Marcos Roberto lançou seu primeiro LP com onze músicas em parceria com Dori Edson. Nesse período, Dori lançou um compacto duplo pela Continental com as seguintes músicas: “O canguru”, “Veja se me esquece”, “Rosa Maria” e “Dá o dedinho”, todas de sua autoria. No período de lançamento da música “O Canguru”, Dori Edson e Marcos Roberto ofereceram um prêmio de 2 milhões de cruzeiros a quem lhes levasse um canguru vivo, que seria usado para promoção da referida música.

Em 1968, lançou seu segundo LP, com destaque para a música “Perto dos olhos, longe do coração”, que ficou várias semanas na parada de sucessos. Por essa época, Dori Edson tinha cerca de 100 composições, grande parte em parceria com Marcos Roberto, gravadas por diversos artistas da Jovem Guarda, entre os quais, Waldirene (“Você entendeu meu olhar”), Mário Marcos (“O brinquedinho”), Os Caçulas (“Tente perdoar”), Eduardo Araújo (“Nunca mais adeus”), etc.
Em 1973, teve a música “Separação”, com Jean Pierre, gravada por Jerri Adrani na CBS. Dori participou ativamente as comemorações dos 30 anos da Jovem Guarda. Nos últimos tempos, já adoentado, vivia em Campinas.
Cantor de voz suave, Dori Edson foi, principalmente, um compositor de grande talento e sensibilidade. Ao lado do parceiro inseparável Marcos Roberto (que também anda doente), formaram uma grande dupla de compositores cujas canções traduziam perfeitamente o “feeling” do movimento Jovem Guarda. É deles o clássico “O Tremendão”, música-título do terceiro LP de Erasmo Carlos e que pegou como apelido para ele pelo resto da vida.
Faleceu em 26 de agosto de 2008 em campinas/sp vitima de uma parada cardíaca.

domingo, 25 de setembro de 2011

"PRINI LOREZ"


Nascimento: 08/05/1942, São Paulo, São Paulo, Brasil
JOSÉ GLAGLIARDI JR, nascido em São Paulo, capital,
iniciou sua carreira artistica em 1959 como vocalista e guitarrista-base da
banda The Rebels (Romeu,guitarrista solo;José Carlos, baixo, e Nene, baterista, futuro baixista do grupo The Clevers/Os Incriveis,
gravando pelo selo Young (criado pelo disc jockey Miguel Vaccaro Neto)
as composições Ding dong daddy wants to rock e Baby, esta de sua autoria,
ambas com reforço musical do legendario sax tenor de Bolão (Isidoro Longano).
Nessa época era conhecido como Zezinho.
Em 1962, como Galli Jr gravou pela RGE um 78 com o clássico de Ray Charles
What'd i say, tendo no lado B I just wonna make love,
acompanhado pelo conjunto The Avalons
(Dudu,guitarra,Daniel,baixo e Paulinho bateria).
Em 1963, a gravadora chantecler lançou outro 78 com letras em portugues (Menina dos sonhos meus/Ultimo amor).
Em 1964, com o novo nome artistico de Prini Lorez (ao estilo de Trini Lopez) apareceu novamente com um compacto simples pela RGE (América/ If i had hammer, seguido de outros dois (La bamba/ Walk right me e La raspa/ Cielito lindo).
América e La bamba explodiram nas paradas de sucessos.
Em 1965, surgiu novamente como Galli Jr, com um compacto simples contendo
(It wouldn' happen with me e Quem me dera).
Com o surgimento da jovem guarda passou a ser um dos convidados do famoso programa da Tv Record (canal 7)
comandado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderlea,
quando o rei o anunciava como o Lenheiro Prini Lorez;
participou, inclusive do primeiro programa da série, juntamente com
Tony Campello, Rosemary, Ronnie Cord e The Jet Black's.
Em 1967, cantando em portugues pela Copacabana, aparece com as composições
(Gatinha e Vai prini)

domingo, 22 de maio de 2011

"RAULZITO E OS PANTERAS"


Raulzito e os Panteras foi o grupo formado pelo compositor e cantor brasileiro
Raul Seixas foi também o primeiro e único álbum lançado pela banda, No disco de vinil original, mono, a data do selo é 1967, porém na capa a data é 1968.
Isso deve-se ao fato de o disco ter sido prensado em fins de 1967 e lançado no início de 1968. Reeditado em 1984 e 1989, em estéreo, foi lançado pela gravadora EMI/ODEON. Raul Seixas assina oito das 12 canções do disco.
As vendas do disco foram consideradas baixas.
Antes de chegarem a um estúdio no Rio de Janeiro para gravarem seu primeiro disco, Raulzito e os Panteras (na época, The Panters) acompanhavam quase todos os artistas da Jovem Guarda como Roberto Carlos e Jerry Adriani. E foi justamente Jerry Adriani quem os convidou a tentarem a sorte no Rio. Então gravaram o LP: Raulzito e os Panteras, primeiro disco de Raul Seixas, e o único gravado com Os Panteras.

Era um disco um tanto romântico, sua capa visivelmente influenciada pelos Beatles, com dedilhados românticos, tons de psicodelismo e uma ousada versão de
"Lucy in the Sky with Diamonds" ("Você Ainda Pode Sonhar"). As faixas
"Me Deixa Em Paz", "Trem 103" e "Dorminhoco", no entanto, se aproximam mais do estilo que caracterizou os lançamentos posteriores de Raul.



Faixas

1. "Brincadeira"
2. "Por quê? Pra quê?"
3. "Um Minuto mais (I Will)"
4. "Vera Verinha"
5. "Você ainda Pode Sonhar (Lucy in the Sky with Diamonds)"
6. "Menina de Amaralina"
7. "Triste Mundo"
8. "Dê-me tua Mão"
9. "Alice Maria"
10. "Me Deixa em Paz"
11. "Trêm 103"
12. "O Dorminhoco"

Músicos

Raulzito – vocais, guitarra
Carlos Eládio – guitarra
Mariano Lanat – baixo
Carleba – bateria

segunda-feira, 11 de abril de 2011

"THE JORDANS"


Formado na cidade de São Paulo, em 1956. Seu nome foi inspirado no grupo vocal que acompanhava Elvis Presley nas gravações: The Jordanaires.

Assim como os Jet Blacks e Os Incríveis, seguiam a linha do rock instrumental dançante. Contudo, diferenciava-se desses conjuntos por utilizar instrumentos pouco convencionais ao gênero, como o bandolim e o vibrafone. Em 1959, apresentou-se no programa Celly e Tony em hi-fi, comandado pelos irmãos Campelo, na TV Record de São Paulo. Em 1961 foram ouvidos por Nazareno de Brito que os levou para o selo SOM da Copacabana, na qual lançou dois discos.

Em 1962 o grupo foi escolhido pelo programa “Ritmos para a juventude” em São Paulo como o conjunto revelação do ano. No mesmo ano gravou o primeiro compacto duplo pela gravadora Som interpretando as músicas “Bulldog”, “O vôo da abelha”, “Boudha” e “Suzane”. Em 1963 gravou seu primeiro LP “A vida sorri assim”, pela SOM. Na mesma época deixou o conjundo o cantor e guitarrista Mingo. Nessa ocasião realizava concorridos shows na boate Salloon, na Rua Augusta em São Paulo, com destaque para as apresentações do guitarrista Aladim. No ano seguinte lançou com bastante sucesso pela Copacabana, “Blue star”, de Victor Young e E. Heyman e “Charanga”, de Aladim. Ainda na mesma época lançou o LP “Surfin’ with the Jordans”. Ainda em 1964 gravou “Shane”, de Mack David e Victor Young e “Come on train”, de R. Shorter. Gravou ainda um compacto duplo com “Os grandes tenas da TV”.

Por suas várias formações passaram Manito e Mingo, que posteriormente formariam Os Incríveis. Em 1965 lançou pela Copacabana o LP “Os alucinantes The Jordans”. No mesmo ano, participou juntamente com os conjuntos The Angels, The Clevers e Os Diferentes, do LP “Exaltação à juventude”, coletânea lançada pela Copacabana. No ano seguinte recebeu o prêmio Roquete Pinto como o “Melhor conjunto da juventude”. Na mesma época participou com sucesso do programa “Excelsior a Go-Go” na TV Excelsior e fez sucesso com a gravação de “Tema de Lara”, do filme Doutor Jivago. Em 1967 o grupo passou a contar com a presença do saxofonista Valtinho. Por essa época apresentava-se constantemente no restaurante “Bico dourado” em São Paulo, ponto de encontro de diversos artistas do movimento Jovem Guarda. No mesmo ano lançou o LP “Edição extra”, trazendo entre outras, “Bus stop”, “Namoradinha de um amigo meu” e “Vem quente que estou fervendo”. Nessa época o conjunto contava com sete integrantes: Valtinho no trombone, Irupê no sax e piston, Neno no piston, Foguinho na bateria, Aladin na guitarra solo, Tony no contrabaixo e Sinval na guitarra base. Nesse período viajou para apresentações na França e na Inglaterra. Em 1968, Aladim, guitarrista deixou o grupo, que se dissolveria no ano seguinte.

Em 1992, a gravadora Movieplay lançou uma coletânea com seus maiores sucessos. Intitulada “Hits Collections”, incluía os sucessos “Blue star”, de Victor Young, e “Tema de Lara”, de Maurice Jarre. Três anos depois, Alladin, Sinval, Tony e Foguinho se reuniram e lançariam no ano seguinte, pelo selo Sky Blue, o CD “Bons tempos: The Jordans - 35 anos de rock instrumental”. De acordo com revistas especializadas em música na França e na Inglaterra, é um dos poucos conjuntos remanescentes do rock instrumental da década de 1960 na América Latina. Em 1999 foi lançado pela Zan Discos o CD ‘Grandes sucessos The Jordans”, com, entre outros, “Quero que vá tudo pro inferno”, “Escândalo em família”, “Festa de arromba” e “All my loving”.

domingo, 13 de março de 2011

"CLEIDE ALVES"


Surgiu no início da década de 60, quando lançou o seu primeiro disco. Em 1960 lançou seu primeiro disco, pela gravadora Copacabana, interpretando “Help, help, Maybe”, de Fernando Costa, Alfredo Max e Chamarelli e “Seguindo e cantando”, de Roberto Correia. Em 1962 gravou “Chega”, de Floyd Robinson e Demétrius e “Meu anjo da guarda”, de Rossini Pinto e Fernando Costa. Em 1963 gravou do então pouco conhecido cantor e compositor Roberto Carlos, o twist “Procurando um broto”. Em 1964 lançou o LP “Twist, Hully Gully e Cleide Alves”, pela RGE, acompanhada pelo conjunto Renato e seus Blue Caps. Atuou ao longo dos anos 60 gravando vários compactos e obtendo algum sucesso no período da Jovem Guarda. Em 1968 lançou compacto simples com as músicas “Você não serve para ser meu namorado” e “Não me diga adeus agora”. Com o declínio do movimento, afastou-se do meio artístico. Nos anos 1990 retornou às gravações no disco comemorativo aos 30 anos da Jovem Guarda interpretando “Estúpido cupido”.


Discografia

Help, help, Maybe/Seguindo e cantando (1960)
Chega/Meu anjo da guarda (1961)
Habib twist/Procurando um broto (1963)
Twist, Hully Gully e Cleide Alves (1964)
Você não serve para ser meu namorado/Não me diga adeus agora (1968)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

"OS JOVENS"


Duo vocal formado por Francisco Fraga e João José, que fez relativo sucesso na Jovem Guarda, gravando acompanhados pelo grupo Renato e Seus Blue Caps, principalmente. Gravaram um lp(1967) e diversos compactos, entre Coração de Pedra, Se Você Me Abandonar e Eu Não Sei.

domingo, 30 de janeiro de 2011

"SÉRGIO MURILO"


Sérgio Murilo foi um cantor e compositor que fez parte da
Jovem Guarda morreu em 1992 aos 51 anos vitima de um acidente de carro.
Nascido no Rio, em 1941, Sergio Murilo começou sua carreira artística aos 12 anos como apresentador infantil da TV Rio. Poucos anos depois, recebeu prêmios como cantor em programas de rádio participando do elenco do programa Trem da Alegria, da Rádio Tamoio. Em 1959, começa a cantar na Rádio Nacional e é contratado pela Columbia, que lança "Menino Triste" e "Mudou Muito". Em seguida, graças a outros sucessos como "Broto Legal", "Rock de Morte" e "Marcianita" (regravada mais tarde por Caetano Veloso), surge o primeiro LP, "Sergio Murilo". A Revista do Rock o elegeu Rei do Rock por suas versões de sucessos norte-americanos, notadamente de Paul Anka e Neil Sedaka. Nos anos 60 apresentou o programa Alô Brotos, com Sônia Delfino da TV Tupi, mas depois perdeu espaço no meio artístico e morou por uma época no Peru.
Sergio Murilo morreu em 1992.

domingo, 7 de novembro de 2010

"CARLOS GONZAGA"


Carlos Gonzaga nasceu em Paraisópolis, sul de Minas Gerais. Morou nesta cidade até seus 17 anos. Depois mudou-se para Campos do Jordão. Ele é um cantor brasileiro que fez sucesso cantando versões em português de músicas internacionais, principalmente a canção Diana (sucesso original de Paul Anka), gravada em 1958, que vendeu milhares de cópias. Outro sucesso foi Bat Masterson,
versão da canção tema do famoso seriado de TV.
Fez shows por todo o país e é reconhecido internacionalmente, se apresentando nos principais palcos da América Latina. Seu trabalho rendeu a veiculação de sua imagem em jornais e revistas.
No cinema, atuou em “Virou bagunça”. Em 2005 participou do programa Cidade Nota 10, da Rede Bandeirantes, representando Santo André. Em 2006 recebeu o título de “Cidadão Andreense”.

sábado, 2 de outubro de 2010

"ARTURZINHO"


Arthurzinho (Barretos,SP,21 de Março de 1949).
Em dezembro de 1966, foi lançado pela gravadora Continental,
o primeiro compacto do cantor e compositor Arthurzinho.
Na época, ele tinha apenas 17 anos de idade,
quando gravou este primeiro single contendo as músicas
"Na Crista Da Onda" no lado A e "Mil Garotas" no lado B.
As duas canções alcançaram relativo sucesso junto às rádios,
firmando assim, o nome deste novo cantor entre o público jovem.

Em seguida a Continental lançou a coletânea "As 12 Brasas", uma seleção de canções de artistas jovens da casa, incluindo no disco outra canção gravada por Arthurzinho, "Estou Só", composição de Mário Faissal.
Em 1967, o jovem cantor emplacou grandes sucessos como
"Não Toque Este Long-Play", "Prova De Amor" e "Carroussel",
porém, somente no ano seguinte, 1968, é que Arthurzinho conseguiu
a consagração total, ao gravar o mega-hit-jovem guardista,
"Roda Gigante"a música mais tocada no ano,lançada em compacto,
cujo lado B, trazia a belíssima "O Que É Bom Dura Pouco".
Arthurzinho entrou para a lista dos cantores que mais se destacaram no movimento,marcando época e deixando história.
A partir daí, sua carreira ganhou notoriedade e Arthurzinho se tornou um dos principais ídolos da Jovem Guarda. Outros sucessos vieram, como "Tempos De criança", "Carroussel" etc.
No dia 24 de novembro de 2007 Arturzinho apresentou-se na
comemoração dos 50 anos da APCD Regional Jaú, na cidade paulista.

Discos

Coletânea LP Festa da Juventude
(Na Crista da Onda)

Coletânea LP As 12 Brasas(1967)
(Estou Só)

Arthurzinho com Portinho e sua orquestra(Compacto-1967)
(O Caderninho) (Carrousel)

Arthurzinho(Compacto-1968)
(Não toque este long play) (Prova de Amor)

Arthurzinho(Compacto-1968)
(Roda Gigante) (O que é bom dura pouco)

Arthurzinho(LP-1981)
(Ciranda) (Bons Tempos) (Graças a Deus) (Recordando uma canção)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

"LUIZ AYRÃO"


Luiz Gonzaga Kedi Ayrão (Rio de Janeiro, 19 de janeiro de 1942) é um cantor brasileiro que teve como sucessos, entre outros, as canções O Lencinho, Porta Aberta, Nossa Canção, Águia na cabeça e Os amantes, esta última gravada em 1979 e que vendeu aproximadamente dois milhões de cópias. Duas outras grandes paixões, além da música, são o futebol, Flamengo é seu time do coração, e a Escola de Samba Portela, onde é um de seus Diretores de Harmonia e integrante da Ala de Compositores.

Cantor, compositor e escritor, nasceu no bairro do Lins de Vasconcelos, no Rio de Janeiro. Filho do músico e compositor Darcy Ayrão (1915-1955), cresceu em ambiente musical. Na casa de um tio, Juca de Azevedo, saxofonista, costumavam freqüentar Pixinguinha e João da Baiana, que tocavam composições do maestro e professor Ayrão. Aos 20 anos, através de seu tio compositor, conheceu vários artistas de renome, entre eles, Ataulfo Alves, Humberto Teixeira, Osvaldo Santiago e Alcir Pires Vermelho. Posteriormente, formou-se em Direito e atuou durante alguns anos na profissão de Advogado e Procurador do BEG - Banco do Estado da Guanabara.

Em 1963 teve sua primeira composição gravada, Só por Amor, interpretada por Roberto Carlos, que logo depois, também viria a gravar, no ano de 1966, Nossa Canção, considerado o primeiro sucesso romântico do cantor. Por essa época, compôs várias músicas que foram gravadas por diversos artistas da Jovem Guarda.

Em 1968 participou do festival "O Brasil canta no Rio", da TV Excelsior, com a composição Liberdade! liberdade.... No ano de 1969, a convite de Rildo Hora e Romeu Nunes, esta música foi lançada em compacto simples pela RCA Victor. Pela mesma gravadora lançou mais três compactos simples com as músicas Vou e Duvido...duvido..., Igreja Vazia e Às Margens do Rio, Hoje está Fazendo um Mês e Foi a Noite, Sozinho na Multidão e Seis e Ddez e por fim um compacto com o samba Puxa que Luxo! , de sua autoria. Em 1970 Ciro Monteiro, gravou Por isso Eu Canto Assim. Neste mesmo ano Roberto Carlos interpretou Ciúme de Você.

No ano de 1973 gravou um compacto simples com a música Porta Aberta, composição de sua autoria em homenagem à Portela, considerado seu primeiro sucesso como cantor. Um mês e meio depois, já em 1974, devido ao grande sucesso do compacto, a gravadora Odeon lançou seu primeiro LP, Luiz Ayrão, do qual se destacaram as faixas No silêncio da Madrugada e Porta Aberta.

No ano seguinte, pela mesma gravadora, lançou o disco Missão, despontando com os sucessos nacionais Bola Dividida, de sua autoria, e ainda Saudade da República, de Artúlio Reis. Por essa época, mudou-se com a família para São Paulo e passou a cantar na Catedral do Samba, uma das principais casas da noite paulista, dividindo o palco com Pery Ribeiro e Leny Andrade.

Ainda em São Paulo, como empresário, fundou três casas de shows de sucesso: Canecão Anhembi, Sinhá Moça e Modelo da Liberdade, nas quais se apresentaram Roberto Carlos, Elis Regina, Simone, Chico Anísio, Amália Rodrigues, Martinho da Vila, Clara Nunes, Cauby Peixoto, Ângela Maria, Isaurinha Garcia, Jair Rodrigues, Silvio Caldas, Nelson Gonçalves, Inezita Barroso, Adoniran Barbosa, Os Demônios da Garoa, Os Cantores de Ébano, Lana Bittencourt, entre outros.

Em 1976 regravou Nossa Canção no LP Luiz Ayrão, no qual também foram incluídas de sua autoria, Conto até Dez, Reencontro, A Viúva, Bola pra Frente, Um Samba Merece Respeito, O Lobo da Madrugada. Deste LP, destacou-se também Quero que Volte, permanecendo por mais de um ano nas paradas de sucesso.

Em 1977 gravou novo LP, destacando-se o choro Meu Caro Amigo Chico, no qual fez uma resposta musical ao também choro Meu caro amigo, de Francis Hime e Chico Buarque. Outras composições de sua autoria, entre elas, O Divórcio (Treze anos) e Os Amantes, também alcançaram sucesso. Uma polêmica envolveu o lançamento do disco por causa da faixa Mulher à Brasileira, samba-enredo com o qual havia chegado às finais na escolha de samba na GRES Portela para o desfile do ano seguinte, sendo o samba aclamado como o preferido pela comunidade na quadra da escola e bastante divulgado nas emissoras de rádio, inclusive, foi cantado pela multidão presente nas arquibancadas superlotadas na hora do desfile de 1978.

Neste mesmo ano de 1978 gravou o LP O Povo Canta, no qual interpretou de sua autoria Jogo Perigoso, além de Amor Dividido e Violão Afinado, ambas em parceria com Sidney da Conceição, além da faixa-título, também parceria de ambos. No disco incluiu ainda Meu Anjo, composição que seu pai fizera em homenagem à sua mãe Sylvia.

No LP Amigos, de 1979, interpretou um de seus maiores sucesso, a composição A Saudade que Ficou - O Lencinho, de Joãozinho da Rocinha (um de seus pseudônimos) e Elzo Augusto. Na faixa contou com a participação especial do coral dos Canarinhos de Petrópolis. Destacou-se também neste disco a faixa Escola de Samba, de sua autoria.

No ano seguinte, 1980, incluiu no novo disco as composições De Amigo pra Amigo,com Picolino da Portela, Coração Solitário, com Lourenço, Moradia,com Belizário César, Súbita Paixão, com Higino Tadeu, Eu Vou te Procurar, com Augusto César e Casado, em parceria com Sidney da Conceição e Augusto César. O sucesso deste LP foi o samba Bonequinha de João de Deus (pseudônimo de Ayrão e Doquinha). Neste mesmo ano lançou para o mercado latino o LP Los Amantes alcançando sucesso em vários países da América Latina.

No ano de 1981, no disco Coração Criança, contou com a participação especial das Meninas Cantoras de Petrópolis na faixa-título, parceria com Sidney da Conceição. Destacou-se desse LP a marcha para a seleção brasileira de futebol Meu Canarinho, premiada com Disco de Platina.

No LP de 1983 - Quem não tem Esperança não tem Horizonte...foi gravada a música Águia na Cabeça composta em parceria com Sidney da Conceição, em homenagem a sua escola de samba Portela, que lhe rendeu muito sucesso.

Nos anos de 1984 e 1985 lançou, pela gravadora Copacabana, os discos Alegria Geral e Samba na Crista, respectivamente. Em 1987, desta vez pela gravadora Continental, gravou o LP Luiz Ayrão de todos os cantos, destacando-se a faixa-título em parceria com Freire da Nenê, e ainda de sua autoria Amanheci.

No Ano de 1986 gravou o Álbum Raízes do Samba, onde brindou novamente a Escola de Samba Portela com o samba O que que há Portela de sua autoria com o nome de Tiãozinho Poeta, (outro de seus pseudônimos) e alcançou sucesso não só na quadra da escola como também nas emissoras.

No ano de 1990 Zizi Possi regravou Ciúme de Você. Neste mesmo ano lançou mais um disco pela gravadora Flama. Deste LP destacou-se como a faixa Separados, de sua autoria. Em 1994 a banda Raça Negra regravou Ciúme de Você. Dois anos depois a gravadora EMI/Odeon lançou uma coletânea de seus sucessos pela coleção Meus Momentos.

No ano de 1999 a mesma gravadora lançou, pela coleção Raízes do Samba, outra coletânea com alguns de seus sucessos, entre eles Porta Aberta e No Silêncio da Madrugada, ambas de sua autoria e ainda Quero que Volte (Palinha e Pinto) e Saudades da República, de autoria de Artúlio Reis. Neste mesmo ano a banda Raça Negra gravou pela segunda vez a música Ciúme de Você.

Em 2003 lançou o CD Intérprete, no qual incluiu alguns clássicos da MPB, entre eles As Rosas não Falam (Cartola), Carinhoso (Pixinguinha e João de Barro), Último Desejo (Noel Rosa), Risque (Ary Barroso), Caminhemos (Herivelto Martins), Lábios que Beijei (J. Cascata e Leonel Azevedo) e Ouça, de Maysa.

Neste mesmo ano a cantora Vanessa da Mata regravou Nossa Canção, incluída na trilha sonora da novela Celebridade (de Gilberto Braga), da Rede Globo. A mesma composição foi também incluída na segunda tiragem do disco de Vanessa da Mata, relançado neste ano pela gravadora Sony Music. Ainda neste ano Maria Bethânia, no CD Maricotinha ao vivo, regravou com sucesso Nossa Canção.

Em 2004 a gravadora Sony Music lançou a coletânea 20 Supersucessos - Luiz Ayrão. Ainda no mesmo ano gravou o primeiro disco ao vivo no Teatro Miguel Falabella, no Rio de Janeiro, no qual incluiu alguns de seus sucessos: Nossa Canção, Bola dividida e Porta Aberta, todas de sua autoria, e Os Amantes (Sidney da Conceição, Augusto César e Lourenço), A Saudade que Ficou - O lencinho, além de sete músicas inéditas.

Em 2005 recebeu uma homenagem no Programa Domingão do Faustão, da Rede Globo, e comemorou o show de número 5 mil de carreira, na qual ganhou discos de Platina e Ouro, por suas expressivas vendagens. Lançou o CD Luiz Ayrão - Inéditas e Sucessos ao Vivo, pela gravadora Atração.

Em 2007 recebeu homenagem também no Programa Raul Gil, da TV Band, no quadro Homenagem ao Compositor. Luiz também integrou o corpo de jurados do quadro Jovens Talentos, do mesmo programa.

Em 2008 Luiz lançou através de seu próprio selo, o CD A Vida é uma Festa. A música que abre o Cd, de mesmo nome, é o destaque deste álbum, que contém mais seis músicas inéditas, e regravações de outros artistas, como O Show tem que Continuar (Arlindo Cruz, Sombrinha, Luiz Carlos da Vila), Velocidade da Luz (Tundy). Outro destaque deste mais novo trabalho é a adaptação feita em homenagem a Carmem Miranda, a faixa Tic Tic Bum.


Participou de muitos programas de televisão do país, tendo gravado trinta discos, e ganhou muitos prêmios. Suas músicas o levaram a fazer shows em países da América Latina, Estados Unidos da América, Itália, França e Japão. Luiz Ayrão continua se apresentando por todo o Brasil e exterior.


Discografia

1974 - Luiz Ayrão
1975 - Missão
1976 - Luiz Ayrão
1977 - Luiz Ayrão
1978 - Los Amantes
1979 - Amigos
1980 - Luiz Ayrão
1981 - Coração de Criança
1982 - Novidades
1983 - Quem Não Tem Esperança Não Tem Horizonte
1984 - Alegria Geral
1985 - Samba Na Crista
1986 - Raízes do Samba
1987 - De Todos os Cantos
1988 - O Povo Canta
1990 - Luiz Ayrão
1993 - Samba Brazil
1996 - A Personalidade do Samba
1999 - Raízes do Samba
2003 - Intérprete
2005 - Inéditas e Sucessos Ao Vivo
2008 - A Vida é uma Festa

sábado, 31 de julho de 2010

"WILSON SIMONAL"


Wilson Simonal de Castro (Rio de Janeiro, 23 de fevereiro de 1939 —
25 de junho de 2000) foi um cantor brasileiro de muito sucesso nas décadas de
1960 e 1970.
Simonal teve uma filha, Patricia, e dois filhos, também músicos:
Wilson Simoninha e Max de Castro.
Filho de uma empregada doméstica, Simonal era cabo do Exército quando começou a cantar, nos bailes do 8º Grupo de Artilharia de Costa Motorizado (8º GACOSM),
então sediado no Leblon. Seu repertório se constituía basicamente de calipsos
e canções em inglês.
Em 1961, foi crooner do conjunto de calipso Dry Boys, integrando também o conjunto Os Guaranis. Apresentou-se no programa Os brotos comandam, apresentado por Carlos Imperial, um dos grandes responsáveis por seu início de carreira. Cantou nas casas noturnas Drink e Top Club. Foi levado por Luiz Carlos Miéle e Ronaldo Bôscoli para o Beco das Garrafas, que era o reduto da bossa nova. De acordo com o jornalista Ruy Castro, "quando surgiu o cantor no Beco das Garrafas, Simonal era o máximo para seu tempo: grande voz, um senso de divisão igual aos dos melhores cantores americanos e uma capacidade de fazer gato e sapato do ritmo, sem se afastar da melodia ou apelar para os scats fáceis".
Em 1964, viajou pela América do Sul e América Central, junto com o conjunto Bossa Três, do pianista Luís Carlos Vinhas.
De 1966 a 1967, apresentou o programa de TV Show em Si ...monal, pela TV Record - canal 7 de São Paulo. Seu diretor era Carlos Imperial. Revelou-se um showman, fazendo grande sucesso com as músicas País tropical (Jorge Ben), Mamãe passou açúcar em mim, Meu limão, meu limoeiro e Sá Marina Carlos Imperial, num swing criado por César Camargo Mariano, que fazia parte do Som Três, junto com Sabá e Toninho, e que foi chamado de pilantragem (uma mistura de samba e soul), movimento também idealizado e capitaneado por Carlos Imperial.
Em 1970, acompanhou a seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo, realizada no México, onde tornou-se amigo dos jogadores de futebol Carlos Alberto e Jairzinho e do maestro Erlon Chaves.
Nessa época, Simonal era um dos artistas mais populares e bem pagos do Brasil, bastante assediado pela imprensa e pelos fãs. Vivia o auge de sua carreira. Foi o primeiro negro a apresentar sozinho um programa de televisão no país - o Show em Si...Monal, dirigido por Carlos Imperial - no qual era acompanhado por César Camargo Mariano, Sabá e Toninho, que formavam o Som 3.

Sequestro do contador

No início da década de 1970, Simonal teria sido vítima de um desfalque e demitiu seu contador, Raphael Viviani, o suposto culpado. Este moveu uma ação trabalhista contra o cantor. Em agosto de 1971, Simonal recrutou dois amigos (um deles seu segurança) militares para arrancar uma "confissão" do contador, que foi torturado nas dependências do Dops.Este, afinal, acabou assinando a confissão de culpa no desfalque.
Simonal conhecia os agentes do Dops há dois anos, quando havia deposto, como suspeito, a respeito da presença de uma bandeira soviética no cenário de um de seus shows. O que ele não contava era que Viviani daria queixa do espancamento e, quando os jornais noticiaram o fato, os envolvidos foram obrigados a se explicar.

Relações com a polícia, política e órgãos de informação

Processado sob acusação de extorsão mediante sequestro do contador, Simonal levou como testemunha aquele mesmo policial do Departamento de Ordem Política e Social do então Estado da Guanabara, Mário Borges, que o apontou em julgamento como informante do Dops. Outra testemunha de defesa, um oficial do I Exército (atual Comando Militar do Leste), afirmou que o réu colaborava com a unidade.
Simonal foi julgado culpado pelo sequestro e, em 1972, quando estava prestes a lançar o seu "disco de retomada", condenado a uma pena de cinco anos e quatro meses, que cumpriu em liberdade. Nos autos, Simonal era referido como colaborador das Forças Armadas e informante do DOPS. Em 1976, em acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, também é referida a sua condição de colaborador do DOPS.

"Em sua argumentação final, o ilustre meritíssimo alega que não tem como julgar os agentes do DOPS, já que estávamos vivendo um estado de exceção e, por isso, ele não tinha competência para julgar atos que poderiam ser de segurança nacional, mas Wilson Simonal, que era civil, não tinha esse tipo de “cobertura”, portanto pena de 5 anos e 4 meses para ele(...) Se em 1971 fosse provado que ele era um colaborador, ele não seria julgado por isso, seria condecorado," escreve o comediante Claudio Manoel, produtor e diretor do documentário "Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei".
O compositor Paulo Vanzolini, no entanto, afirma, em entrevista ao Caderno 2 do Estadão, que Simonal era, de fato, "dedo duro" do regime militar e complementa: "Essa recuperação que estão fazendo do Simonal é falsa. Ele era dedo-duro mesmo. Ele se gabava de ser dedo-duro da ditadura' (...) na frente de muitos amigos ele dizia 'eu entreguei muita gente boa' ", conclui.No entanto, jamais houve registro de alguém que declarasse ter sido delatado por Simonal. Nem mesmo a Rede Globo, a qual Simonal jurava que havia um documento proibindo sua entrada nos programas da emissora, registra que haja documentos vetando o cantor.

Raphael Viviani, em depoimento para o filme, relata que Simonal estaria no Dops e teria assistido à sua tortura e não teria tido dó.
O humorista Chico Anysio e o jornalista Nelson Motta, dentre outras personalidades, afirmam que até a presente data não apareceu uma vítima sequer das ditas delações de Simonal. O jornal O Pasquim, frente de luta contra a ditadura militar, através de pessoas como Ziraldo e Jaguar, ocupou-se de propagar as acusações que destruíram a carreira de Simonal.

Ostracismo e morte

Simonal caiu em absoluto esquecimento a partir da década de 1980. Segundo sua segunda mulher, Sandra Cerqueira, "Ele dizia para mim: 'Eu não existo na história da música brasileira' ".
Tornou-se deprimido e alcoólatra, vindo a morrer de complicações decorrentes do alcoolismo.

Reabilitação

Em 2002, a pedido da família, a Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) abriu um processo para apurar a veracidade das suspeitas de colaboração do cantor com os órgãos de informação do regime militar. A comissão analisou documentos da época, manteve contato com pessoas do meio artístico, como o comediante Chico Anysio e os cantores Ronnie Von e Jair Rodrigues, e analisou reportagens publicadas nos jornais. Em notícia veiculada em 1992 pelo Jornal da Tarde, por exemplo, Gilberto Gil e Caetano Veloso declararam não ter tido problemas de convivência com Simonal.
Além de depoimentos de artistas e de material enviado por familiares e amigos, constou do processo um documento de janeiro de 1999, assinado pelo então secretário nacional de Direitos Humanos, José Gregori, no qual atestava que, após pesquisa realizada nos arquivos de órgãos federais, como o SNI e o Centro de Informações do Exército (CIEx), não foram encontrados registros de que Simonal tivesse sido colaborador, servidor ou prestador de serviços daquelas organizações.

Em 2003, concluído o processo, Wilson Simonal foi moralmente reabilitado pela Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em julgamento simbólico.
Em 2009, foi lançada a biografia Nem Vem que Não Tem - A Vida e o Veneno de Wilson Simonal. Nela seu autor, o jornalista Ricardo Alexandre, apresenta fatos que tentam levar o leitor a acreditar na inocência alegada por Simonal. A narrativa desenvolvida no livro sustenta que, para se inocentarem, os agentes do Dops que torturaram o contador teriam improvisado uma farsa: Viviani seria um possível terrorista denunciado por Simonal. Para dar um ar de credibilidade à história, o cantor assinou documento em que se assumia acostumado a "cooperar com informações que levaram esta seção [o Dops] a desbaratar por diversas vezes movimentos subversivos no meio artístico".

Documentário

Em 2009, foi lançado o documentário Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei, dirigido por Claudio Manoel (da troupe Casseta & Planeta), Micael Langer e Calvito Leal. Segundo Manuel, Simonal "pagou uma pena dura demais, desproporcional para uma surra, porque sua condenação foi até o fim da vida. Para ele, não teve anistia".

Discografia

1961 - Teresinha (Carlos Imperial)
1963 - Tem algo mais
1964 - A nova dimensão do samba
1965 - Wilson Simonal
1966 - Vou deixar cair...
1967 - Wilson Simonal ao vivo
1967 - Alegria, alegria !!!
1968 - Alegria, alegria - volume 2
1968 - Quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga
1969 - Alegria, alegria - volume 3
1969 - Cada um tem o disco que merece
1969 - Homenagem à graça, à beleza, ao charme e ao veneno da mulher brasileira
1970 - Jóia
1972 - Se dependesse de mim
1975 - Ninguém proíbe o amor
1977 - A vida é só cantar
1979 - Se todo mundo cantasse seria bem mais fácil viver
1981 - Wilson Simonal
1985 - Alegria tropical
1991 - Os sambas da minha terra
1995 - Brasil
1997 - Meus momentos: Wilson Simonal
1998 - Bem Brasil - Estilo Simonal
2002 - De A a Z : Wilson Simonal
2003 - Alegria, alegria
2003 - Se todo mundo cantasse seria bem mais fácil viver (relançamento)
2004 - Rewind - Simonal Remix
2004 - Wilson Simonal na Odeon (1961-1971)
2004 - Série Retratos: Wilson Simonal
2009 - Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Dei
2009 - Wilson Simonal - Um Sorriso Pra Você